O primeiro automóvel da Neue Klasse da BMW, o iX3, já foi apresentado e promete influenciar o rumo da marca bávara muito mais do que parece à primeira vista. Esta nova base técnica e tecnológica deverá servir de referência para praticamente todos os BMW que chegarem ao mercado ao longo da próxima década.
Até ao final de 2027, a BMW planeia lançar 40 modelos: alguns irão incorporar grande parte das tecnologias estreadas no novo iX3 e outros nascerão diretamente da mesma arquitetura. E o passo seguinte, previsto para 2026, tem um peso histórico evidente: um novo BMW Série 3 totalmente elétrico, que passará a chamar-se i3.
Poucos nomes estão tão associados ao sucesso da BMW como o Série 3, num percurso de 50 anos e sete gerações. A missão do i3 será simples de enunciar e difícil de executar: manter esse estatuto - agora num contexto em que a eletrificação passa a ser central.
Quem prefere o Série 3 a combustão não tem motivos para preocupação. A BMW deverá continuar a vendê-lo e já está prevista uma nova geração para 2027, baseada numa evolução da plataforma atual (CLAR), com uma linguagem visual próxima da do futuro i3.
Durante a apresentação mundial do iX3, a BMW não resistiu a mostrar também este modelo decisivo, embora ainda camuflado. Mesmo assim, a ligação ao conceito Vision Neue Klasse, revelado há dois anos, é difícil de ignorar.
BMW i3 (Série 3 elétrico) 2026: o que já sabemos
Antes de mais, a designação. O novo Série 3 elétrico vai recuperar o nome i3, usado durante quase uma década num citadino 100% elétrico com carroçaria de monovolume, que se destacava pela engenharia avançada e por uma estrutura com fibra de carbono e alumínio. Agora, no entanto, o nome encaixa melhor na lógica da gama, por espelhar diretamente o posicionamento do Série 3.
O BMW i3 2026, uma berlina de quatro portas, deverá assentar na mesma plataforma do iX3. Isso significa adotar a mesma arquitetura de 800 V, que no SUV permite potências de carregamento até 400 kW.
Tudo aponta para que também partilhe a bateria de 108,7 kWh (úteis) e a configuração com dois motores elétricos (um por eixo). Na versão 50 xDrive, espera-se um total de 345 kW (469 cv) e 645 Nm.
No iX3, esta base já permite até 805 km de autonomia máxima no ciclo combinado WLTP. No i3, graças a uma aerodinâmica mais favorável (coeficiente aerodinâmico e área frontal inferiores), é plausível que a autonomia vá ainda mais longe.
A BMW já confirmou que, mais tarde, surgirão outras variantes mais acessíveis - isto é, opções com menos potência e autonomia mais curta.
Um ponto que pode fazer diferença no uso diário é a combinação entre 800 V e carregamento ultrarrápido: além de encurtar paragens em viagem, esta tecnologia tende a permitir uma entrega de potência mais eficiente e uma melhor gestão térmica do conjunto, sobretudo em utilizações intensivas.
Também é expectável que a Neue Klasse traga uma evolução significativa ao nível de software e assistências à condução, reforçando a ideia de que o i3 não será apenas “um Série 3 com bateria”, mas sim um salto geracional na forma como o automóvel integra serviços digitais, gestão de energia e atualizações remotas.
i3 M e i3 Touring confirmados
O plano para o BMW i3 não termina na berlina. Está igualmente garantida uma variante de alto desempenho: um M3 100% elétrico, conhecido como i3 M, que a própria BMW já deixou ver em testes no circuito de Nürburgring.
Com chegada apontada a 2028, a marca afirma que este modelo vai “definir novos padrões” entre os desportivos 100% elétricos. As especificações técnicas ainda não foram divulgadas, mas circulam rumores que apontam para uma potência entre 600 cv e 700 cv.
E, como seria de esperar numa família Série 3, também haverá uma carrinha i3 Touring. A confirmação foi avançada à Autocar por Adrian van Hooydonk, responsável máximo pelo desenho no Grupo BMW.
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