Portugal vai estar entre os três primeiros países europeus a receber a GAC Aion, a nova marca chinesa integrada no GAC Group. Os outros dois mercados iniciais são a Polónia e a Finlândia, e a marca aponta para o arranque das vendas ainda durante este mês.
A estreia pública europeia aconteceu no Salão de Munique 2025, onde foram apresentados os dois primeiros modelos destinados a sustentar a ofensiva no continente: o Aion V e o Aion UT. O primeiro a chegar aos concessionários será o Aion V, um SUV totalmente elétrico; já o Aion UT, um compacto familiar com uma silhueta próxima de monovolume, está previsto apenas para 2026.
GAC Aion: plano de entrada na Europa
A escolha de começar por dois elétricos de segmentos muito procurados na Europa - um SUV médio e um compacto - revela uma aposta clara em volume e em utilização quotidiana, com autonomias WLTP elevadas e tempos de carregamento competitivos. Para Portugal, a importação ficará a cargo do Grupo JAP, embora ainda não tenham sido divulgadas versões, equipamento ou preços finais para o nosso mercado.
Vale ainda notar que, além do produto, a forma como a marca estrutura a presença local (rede, pós-venda, garantias e disponibilidade de peças) será determinante para ganhar confiança num mercado onde a decisão de compra em elétricos depende muito do serviço e da previsibilidade de custos ao longo do tempo.
GAC Aion V
O Aion V tem 4605 mm de comprimento, 1876 mm de largura e 1686 mm de altura. Pelo posicionamento e pelas dimensões, entra diretamente no território de propostas como o BYD Atto 3, o Renault Scenic ou o Peugeot e-3008.
A motorização é exclusivamente elétrica, com um motor dianteiro de 150 kW (204 cv). A energia vem de uma bateria de iões de lítio LFP (fosfato de ferro-lítio) fornecida pela CATL, com 75,3 kWh. A autonomia anunciada atinge 521 km no ciclo combinado WLTP.
GAC Aion UT
Mais curto e mais baixo, o Aion UT mede 4270 mm de comprimento, 1850 mm de largura e 1575 mm de altura. A GAC posiciona-o como rival direto de modelos como o Volkswagen ID.3 e o MG4.
Também aqui a oferta é apenas 100% elétrica: motor dianteiro de 100 kW (136 cv) e bateria LFP de 60 kWh. A marca indica uma autonomia de até 500 km em ciclo combinado WLTP.
Carregamento e tecnologia a bordo
Tanto o Aion V como o Aion UT suportam carregamento em corrente alternada (AC) até 11 kW e em corrente contínua (DC) até 180 kW. Com estas condições, é possível passar de 10% a 80% em 24 minutos.
No habitáculo, ambos incluem um painel de instrumentos de 8,8” e um ecrã central de 14,6”.
Segundo a marca, “estes modelos marcam o próximo passo no nosso objetivo de oferecer aos consumidores europeus opções sustentáveis e de alta qualidade”.
Quando chegam?
O GAC Aion V começa a ser vendido este mês. Apesar de Portugal estar no lote inicial de mercados a recebê-lo, ainda não foram comunicados detalhes sobre níveis de equipamento, versões ou preços para o nosso país.
Em Munique, foi referido um valor de 37 mil euros, embora possa sofrer alterações consoante o mercado. Já o Aion UT só tem chegada apontada para 2026, com a possibilidade de preços a arrancar abaixo dos 30 mil euros.
Produção na Europa e tarifas
Está confirmada a produção europeia de ambos os modelos. O Aion V e o Aion UT vão ser montados nas instalações da Magna Steyr em Graz, na Áustria, com início já a partir da próxima semana.
Embora muitas componentes sejam importadas da China, a montagem local e o valor acrescentado associado permitem à GAC contornar as tarifas europeias aplicadas a veículos elétricos produzidos na China, de acordo com fontes citadas pela Automotive News.
Mais novidades vistas em Munique
Para além do Aion V e do Aion UT, a marca levou ao evento o HYPTEC HL, um SUV com mais de cinco metros de comprimento, disponível como 100% elétrico ou com extensor de autonomia.
Foram igualmente apresentados o SUV híbrido plug-in S7 e o MPV (de grandes dimensões) E9, também híbrido plug-in. Por agora, não é certo que algum destes modelos venha a ser comercializado no mercado europeu.
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